Economia circular: o novo modelo de produção

07/04/2022 | Santander Universidades

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) , 11,2 bilhões de toneladas de resíduos sólidos são coletadas por ano no mundo todo. No entanto, muitos desses resíduos levam centenas ou milhares de anos para se degradar, gerando enorme impacto a nível ambiental, cujas consequências podem se tornar irreversíveis. 

Apesar disso, de acordo com Adriana Zacarias, coordenadora regional de Eficiência de Recursos para a América Latina e o Caribe da ONU Meio Ambiente, 99% dos resíduos e emissões industriais poderiam ser evitados graças à economia circular, ajudando a combater as mudanças climáticas. 

Você quer descobrir no que consiste este modelo de redução de resíduos e como empresas e organizações podem implementá-lo? Nós contamos.

A economia circular: um modelo inspirado na natureza

Tendo em conta que tudo o que a natureza gera é um recurso ou alimento para outro ser vivo, a economia circular visa imitar este fluxo fechado, onde não existe desperdício. Como afirma o Parlamento Europeu, ele se opõe ao processo tradicional baseado em padrões de coleta, produção, consumo e descarte – um ciclo aberto que termina em grandes quantidades de resíduos e poluição. 

Assim, a economia circular consiste em minimizar ao máximo a produção de resíduos, preservando a utilidade dos materiais, mesmo quando um produto chega ao fim de sua vida útil. Ela se baseia, principalmente, no conceito dos três R: “reduzir, reutilizar, reciclar”, mas vai além disso.

Esta ideia contempla não só a redução de resíduos, mas também a redução da extração e do uso dos recursos naturais. Além disso, a economia circular envolve reparar e refabricar, de modo que o ciclo vá se fechando até se conseguir que os recursos sejam utilizados outra vez, para produzir o mínimo possível de resíduos.

Trata-se de um modelo de crescimento que enfatiza a geração de benefícios para a sociedade como um todo e, como afirma a Ellen MacArthur Foundation, "busca reconstruir o capital financeiro, de manufatura, humano, social ou natural".

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Por que é importante adotar a economia circular

Existe no mundo um aumento sustentado na demanda por matérias-primas, o que faz com que sejam consumidos muito mais recursos do que a Terra é capaz de regenerar em um ano. Estes padrões de produção atuais levam ao esgotamento do meio ambiente e à aceleração das mudanças climáticas. Na verdade, segundo a WWF, vivemos como se tivéssemos 1,75 planeta e, a este ritmo, em 2050 precisaremos de três para sobreviver

Do mesmo modo, no dia 29 de julho do ano passado, chegamos ao Dia de Sobrecarga da Terra, o que significa que, em 210 dias, exaurimos os recursos naturais para 365 dias, excedendo em 74% a capacidade dos ecossistemas de se regenerar.

Para tudo isto, avançar na implementação de um modelo de economia circular ajudaria a reduzir a pegada ambiental que produzimos. Ao mesmo tempo, significaria também um avanço no sentido de cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) aprovados pela ONU em setembro de 2015, atualizados ao final de 2021 na Cúpula do Clima de Glasgow, diante da alarmante situação climática. Na mesma reunião, foi pedido a todos os países signatários do Acordo de Paris que apresentassem "programas de redução de suas emissões para esta década, a fim de atingir a meta de que o aumento de temperatura permaneça entre 1,5 e 2 graus em relação aos níveis pré-industriais".

Benefícios da economia circular para a sociedade e organizações

Em geral, a adoção de um sistema de economia circular permitiria reduzir as emissões de gases de efeito de estufa. De acordo com a KPMG, haveria 450 milhões de toneladas de emissões de CO2 a menos até 2030, com os consequentes benefícios para a desaceleração do aquecimento global. 

Por outro lado, este modelo de produção em ciclo fechado permitiria melhorar o fornecimento de matérias-primas, além de proporcionar produtos mais duradouros e de maior vida útil aos consumidores, o que geraria um impacto positivo no enfrentamento das pressões sobre o meio ambiente. 

Atualmente, se mantivermos um modelo de produção linear, as empresas enfrentam um risco elevado de falta de fornecimento de matérias-primas. Contudo, a economia circular permite economias, não só através da reutilização destes recursos, mas também através da redução dos custos de sua extração e transporte.

Representa ainda um grande benefício em termos de inovação, quer seja pensando sobre novas formas de produzir os mesmos objetos e serviços, quer por meio do caminho que abre para novas oportunidades de negócio em termos de tratamento e reutilização de resíduos.

Segundo Luis Lehmann, autor do livro "Economia Circular, a mudança de cultura”, esta nova forma de produção "também cria oportunidades de emprego nas pequenas e médias empresas, em áreas como a produção de energia a partir de fontes renováveis, o desenvolvimento de infraestruturas verdes e na construção sustentável".

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Como você pode liderar uma mudança em direção ao desenvolvimento sustentável

Hoje, apenas 9,1% da economia mundial é circular, de acordo com a leitura do Think Tank Circle Economy coletada em seu 2019 Circularity Gap Report. É, sem dúvida, uma cifra pequena demais, dada a necessidade urgente de se gerar uma verdadeira transformação para uma economia verde.

E cada um de nós é parte da solução. Por isso, no seu compromisso com a educação e a formação contínua como um dos motores mais eficazes para acelerar o processo de transição para uma economia verde, o Banco Santander lança a convocatória de 1.000 Bolsas Santander Sustainability | Skills for the Green Transition - Cambridge Judge Business School.

Através do Santander Universidades e junto com a Cambridge Judge Business School, uma das principais instituições mundiais em pesquisa sobre temas de sustentabilidade, ele oferece este programa destinado a pessoas que querem fazer parte das iniciativas ecológicas do seu ambiente de trabalho ou que buscam redirecionar a sua carreira profissional para a sustentabilidade. O curso 100% online de seis semanas é ministrado por especialistas de primeira linha e não tem custo algum para os beneficiários. Também não é necessário possuir um diploma universitário ou ser cliente do Banco Santander. 

Neste programa, você poderá obter uma visão geral sobre os problemas e desafios ambientais e de sustentabilidade em torno do conceito de "transição verde" a partir de exemplos e casos de empresas líderes em tópicos de ASG. Você também terá acesso às ferramentas e marcos organizacionais de que precisa para ser parte ativa de iniciativas sustentáveis em ambientes profissionais. Além disso, você receberá um Certificado de Conclusão concedido pela Cambridge Judge Business School. 

Todos os conhecimentos serão abordados nas quatro unidades a seguir:

  • Unidade 1 - The Burning Platform for Change: você identificará os principais desafios e irá adquirir algumas definições de conceitos ambientais e de sustentabilidade críticos que serão trabalhados durante o programa. Por exemplo: mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desmatamento, energias renováveis e a transição energética, capital natural, finanças verdes, desenvolvimento urbano sustentável etc.

  • Unidade 2 - The Impact of Sustainability and Environment Concerns for Markets and Organisations: você irá abordar o impacto das questões levantadas na primeira unidade nos mercados e organizações, e vai explorar como as novas normas e regulamentações estão ajudando organizações a equilibrar melhor a rentabilidade e a sustentabilidade. 

  • Unidade 3 - Leading Organisational Change: strategic ambidexterity and systems change: esta unidade foca as competências, ferramentas e marcos que irão lhe permitir liderar a mudança dentro da sua organização à medida que você empreende uma "transição verde". Nesse sentido, será discutido o pensamento sistêmico, o gerenciamento de mudanças e a ambidestria estratégica, e casos de sucesso e de fracasso serão analisados a fim de avaliar como é uma transição bem-sucedida.

  • Unidade 4 - Personal Transformation and Leadership Skills for the Green Transition: serão oferecidos marcos e exercícios práticos para ajudar você a ter mais consciência da sua forma habitual de ver, pensar, gerenciar e se comportar; você irá refletir sobre a forma como as nossas próprias atitudes em relação ao meio ambiente e à sustentabilidade podem ser influenciadas pela formação, experiência profissional, formas habituais de trabalho ou pela cultura. Você também irá desenvolver o seu próprio plano de ação pessoal, o que lhe permitirá continuar adquirindo as competências pessoais necessárias, bem como garantir que você possa aplicar as ideias do programa na sua organização.

 

Você tem mais de 18 anos e quer trabalhar em prol de um futuro mais limpo? Se deseja adquirir todos os conhecimentos e ferramentas para contribuir para o desenvolvimento sustentável, inscreva-se nas Bolsas Santander Sustainability | Skills for the Green Transition - Cambridge Judge Business School. Aproveite a oportunidade e comece a gerar soluções para liderar a mudança!

 

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